Balanço Domingueiro…

Janeiro 25th, 2010 | 1 | Sem Comentários »

Pois é tempo de fazer contas à vida, perceber que já se passou mais tempo e que algumas coisas mudaram.

Hoje há que fugir ao comentário da sociedade partidária, esquecendo também um pouco a política. Tempo mais de reflectir processos, tempos e coisas concretas - nada dos habituais “suponhamos” tão característicos da política -.

Se por um lado termina quase um Domingo, estamos prestes a começar uma semana de trabalho dura, sobrelotada, mas que dá que pensar.

Ainda há pouco entrou por aqui a minha mãe dizendo “Pedro, outro sismo no Haiti - desta vez foi 5″

Que aperto, passadas duas semanas, a esperança estava já em começar a estabilizar e retomar a vida e pumba lá se mexe o chão que estava debaixo dos nossos pés.

Tenho pena de não poder estar mais próximo, capaz de ajudar de facto, embora saiba que indirectamente consigo ir fazendo algumas coisinhas além das moedas dispendidas.

Só tenho receio é de ver o chão tremer tantas vezes, em pontos distintos, parece que a Pangeia de facto ainda não  acabou ou porque é a vontade da mudança.

Sair da crise através da catástrofe pode ser um bom mote para mudarmos de facto algumas coisas, algumas ideias e projectarmos uma acção consciente para um futuro melhor.

Era para ser só mais um Domingo, mas há Domingos que são de maior mudança que outros…este pelos vistos estava destinado a isso.

Resta ver a semana que começa hoje!

Mensagem de Roma

Janeiro 22nd, 2010 | 1 | 1 Comentário »

“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.

As dívidas públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades moderada e controlada. Os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar , em vez de viver por conta da pública.”

Marcus Tullius, 55 a.C.

Curiosamente parece que o problema de hoje revela que a história da humanidade não é mais do que um ciclo de acontecimentos…

Orçamento de Estado 2010 - Ou mais um orçamento participativo

Janeiro 21st, 2010 | 1 | Sem Comentários »

Começou já o debate do Orçamento de Estado, aparentemente focado nas temáticas incortonáveis da redução do défice nacional, produção e investimento português. Seja por força do populismo ou pela situação de crise que vai passando pela sociedade portuguesa.
Incontornável pela situação de um governo minoritário, apostado em criar condições de governabilidade estável através de algumas cedências com os demais parceiros parlamentares (restando saber até que ponto serão estas cedências pilares estruturais).
Os primeiros a entrar na corrida foram curiosamente a oposição directa, sendo de acordo com os dados avançados pela comunicação social combinado à partida um encontro ao melhor estilo AD entre PSD e PS.

José Sócrates a precisar do apoio do maior partido da oposição, comprovando que num tempo de instabilidade muitas vezes a solução poderá vir precisamente de onde menos esperamos. Mas não podemos esquecer que Manuela poderá estar de saída.

É certo que os professor se auto-excluiu da corrida na sucessão de Ferreira Leite, surgindo a “Jotaliade” (leia-se Jovialidade) de Coelho já na segunda tentativa de escalar a máquina daquele que neste momento é o maior partido da oposição (o que terá como objectivo desafiar a liderança de Sócrates, colocar em causa as suas opções estratégicas e/ ou a fazer as principais cedências em troca da viabilização orçamental).
Ainda se perfilam os líderes parlamentares do PSD, Rangel que divide o seu tempo entre Estrasburgo, Bruxelas e Potugal e Aguiar-Branco que gere a bancada e as negociações legislativas na Capital Alfacinha.
Não posso pois deixar de observar a calma e tenacidade que apresenta Santa Lopes, feito Dom Sebastião e recentemente condecorado por Cavaco Silva pelos feitos governativos (ou efeitos do protocolo de estado com cerca de 5 anos de atraso), indiciando um efeito semelhante ao característico Sebastianismo Português.

Curioso é que nas negociações orçamentais os democratas-cristãos tenham conseguido afirmar assertivamente as características fundamentais e indispensáveis para darem o seu apoio a qualquer proposta Orçamental.

É verdade que com tanta negociação preve-se um primeiro trimestre confuso no seio da administração pública, seguindo procedimentos correntes de gestão das tesourarias e continuidade dos planos de acção que ainda lhes sobre do ano que deveria ter terminado mais cedo (por força dos processos eleitorais que assolaram o último semestre de 2009).

Mas aquele que pecará por ser um invariál atraso Orçamental, traz  ainda assim um ponto forte em tempos (que se esperam) de esperança na retoma económica - a discussão esclarecida e (esperemos que) construtiva do futuro deste nosso Portugal à Beira-mar plantado.

Resta conhecer o caminho a percorrer, apontando-se algum ainda diálogo à esquerda para não terem de se sujeitar em exclusivo a acordos parlamentares no período pós-orçamental apenas com a direita e o centro-direita. Não esquecendo que os parceiros sociais por força do seu papel serão também preponderantes nestas definições.

Resta-nos ir vendo de que forma poderá ser construída esta anunciada e desejada retoma e a garantia de um futuro melhor.

A Luz ao fundo do túnel, cada vez mais desvanesce…

Janeiro 3rd, 2010 | 2010, Opinião, pedro henrique aparício, politica, sector energético | 1 Comentário »

Pois como costuma ser dito pela sabedoria popular “Ano novo, vida nova” e de facto muitas vezes assim o é.

Algumas pessoas aproveitam o pretexto da passagem de Ano para resolver agir de forma diferente, adoptar novos comportamentos e registar valores um pouco diferentes dos habituais padrões (há quem lhe chame crescimento, evolução entre outras coisas…).

Pois bem, mas em 2010 de acordo com os anúncios jornalísticos prevê-se um ano de estabilização no pós-crise económica, sendo que alguns dos bens essenciais não irão aumentar de preço.

Mas porque razão a luz, aquele simples carregar de botão que transforma a noite em dia se tornará 3% mais cara?

Talvez consigam reduzir a factura da produção se houver um acréscimo nas energias renováveis, ou quem sabe se houver de facto um mercado energético livre e não dependente em (grande parte) exclusivo do petróleo como matéria-prima.

Acreditem que seja com Quioto, com Copenhaga (O recente COP15) ou com qualquer outro documento político de facto as mudanças serão ténues e sujeitas às forças dos lobbies, negociadas de forma a agradar a gregos e troianos.

O melhor cavalo de Tróia para 2010 passa pela diminuição da factura energética, seja pela redução da procura ou simplesmente pela melhoria da eficiência. Alguns investimentos são possíveis, mas de facto quais interessam a um mercado energético que procura desesperadamente sair da crise?

Estaremos nós, novamente, perante uma retoma especulativa? Ou será apenas uma forma de dizer “Ano novo, vida nova”?

Portugal e as mudanças Globais

Dezembro 8th, 2009 | 1 | Sem Comentários »

Parece que estamos na frente dos bois, pelo menos quando estes tinham de entrar noutro caminho.
Vejamos, existe a estratégia de Lisboa, o Tratado de Lisboa, o Grupo de Lisboa…e mais umas quantas coisas portuguesas.

E agora mudamos em Copenhaga, assim como hoje ganhamos a concessão para a construção de novas baterias amigas do ambiente…

Mas porque razão isto não muda muito internamente?

Seremos apenas especialistas em outsorcing?

O Tratado de Lisboa

Dezembro 1st, 2009 | 1 | Sem Comentários »

Chegou e promete dar que falar…

A sua principal missão, transformar o que os estados membro de facto quiserem mudar.

Aguardemos para ver!

Gerir a mudança

Novembro 28th, 2009 | 1 | Sem Comentários »

Os tempos ditam novas abordagens na resolução dos problemas, empenhando todos os recursos na aplicação de algo novo, desconhecido e que deve ser fruto de uma necessidade de resolução de problemas.

Para mudar é preciso coragem, para transformar é preciso tempo e vontade!

Façamos caminho!

O valor da Responsabilidade

Novembro 9th, 2009 | Uncategorized | Sem Comentários »

Cada vez mais a sociedade moderna aponta alguns valores de incoerencia, prevendo que seja possível a todo e qualquer cidadão desresponsabilizar-se pelos seus actos.

Em que espaços encontramos a possibilidade de crescer na responsabilidade, de que formas somos chamados a ser responsáveis pelas acções dos grupos em que nos envolvemos?

Com a adopção Europeia do Método Aberto de Coodernação, como foi de facto esta política implementada nos sectores da Juventude?

Será que tem, de facto, sentido fazer já esta reflexão?

Não esqueçamos que os passos final do Tratado de Lisboa parecem estar a começar…agora é ver quem preenche que espaço.

Prometo regressar a este em breve.

As mudanças de uma vida…

Outubro 22nd, 2009 | Uncategorized | Sem Comentários »

Tudo acontece e re-acontece, nada de novo além do Benfica a dar uma tareia a qualquer clube estrangeiro…logo no meio das mensagens dos patrocinadores aparece “Novo Governo já é conhecido”.

Mas muitas novidades estão a surgir, a espinha dorsal mantém-se quase intacta, até porque na oposição também temos mais do mesmo!

5 Mulheres no Governo, uma inovação na garantia da paridade transparente…

É esperara por começar a ver essa gente a jurar e a colocar em marcha um plano de Governo.

É esperar para ver.

A barraca legislativa

Setembro 28th, 2009 | Uncategorized | Sem Comentários »

Hoje não vamos falar de resultados, aguardemos pelos resultados definitivos em vez de especularmos.

Curioso ver que pelas 7h00 da matina, quando as urnas acordavam, em pleno círculo eleitoral de Lisboa apresentam-se boletins com a inscrição do PPV - Portugal provida.

Em torno do meio da manhã um alerta é dado “Já repararam que o PPV não aparece no edital do Governo Civil com a lista de candidatos definitivamente aceites ao sufrágio?”

E a solução por volta das 16h30, um edital do próprio António Costa, curiosamente datado de 23 de Setembro avisa que este partido havia sido rejeitado ao sufrágio. Mais é dada a informação que qualquer voto que tenha sido apurado como favorável ao PPV - Portugal provida deveria ser considerado nulo.

Que democracia simpática, organizada e fundamentada esta em que vivemos…

Onde anda o Fernando Pessa para um habitual “E esta hein?”