A época aproxima-se com castanhas (ok, é verdade…também algumas castanhadas), mas não nos podemos esquecer que este é um elemento que já muito integrou e participou nas ementas Portuguesas.
A castanha é de facto um fruto bastante rico do ponto de vista nutricional e até bastante polivalente em termos culinários, cozida, assada, frita, em puré em farinha…etc. A evolução das tradições gastronómicas, um pouco por toda a Europa, reconhece a castanha como integrante e muitas vezes substituta de elementos que hoje em dia colocamos no centro da nossa alimentação.
A verdade é que já começamos a preparar o magusto de São Martinho, esperando que após os temporais encontremos uns diazitos de conforto sob o Verão de São Martinho. Relembrando de certa forma a lenda do cavaleiro que repartiu a sua veste com um mendigo, considerando que na partilha criava riqueza ao mesmo tempo que vivia com o essencial.
Interessa pois saber se com aumentos de IVA, cortes nos subsídios e anúncios de austeridade se o dúzia continuará a €2 ou se passaremos a uma lógica de prato principal a €2.
Gostava mesmo de perceber até que ponto as informações do mercado que nos chegam pelos media são fieis à realidade, até que ponto a nossa classe política abandona o populismo e o combate partidário em detrimento da população no combate actual – a crise.
Mas mais ainda gostava de perceber como teremos água pé que permita regar as castanhas, de que forma podemos – aos poucos – aliviar a pressão criada sobre os orçamentos familiares. Continuo a achar que o problema passa por não ser possível criar família, não por cortes ou austeridades, mas muitas vezes por opção cultural.
Se actualmente especulamos a falência da segurança social em 2040, o declínio civilizacional por falta de renovação da população, será correcto promovermos uma cultura de consumo imediato de bens e serviços? De estimularmos a economia através do imposto ao consumo, ao invés de beneficiarmos quem produz e gera riqueza (em espécie ou capital Humano)?
Acho que a crise é um pouco como o São Martinho, ficas com a tua dignidade, metade do que tens e logo vemos…mas ao São Martinho valeu-lhe Deus. Resta saber se o abandono dos valores fundadores de respeito e tolerância, pela misericórdia e caridade onde ficam na crise? Isso é coisa do passado…
Prometo continuar a pensar sobre isto! Esperando ter tempo para partilhar.











